quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

PLANEJAMENTO FINANCEIRO PESSOAL NA PRÁTICA (2 ª PARTE)


........./continuação da 1ª parte

O Planejamento Financeiro Pessoal tem uma relação muito próxima com o meio ambiente e com os objetivos de vida, pois auxilia a pessoa a ser frugal nas escolhas e no consumo, evitando, assim, desperdícios de comida, água, energia e recursos energéticos.

Assim, o planejamento financeiro tem uma relação muito direta com esse importante eixo, que é a sustentabilidade. O modo como vivemos, nossas escolhas e a maneira como nos relacionamos com o meio ambiente podem ser sustentáveis ou não, o que também interfere em nossa vida financeira.

Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam a suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Desse modo, sustentabilidade é um conceito que deve embasar o desenvolvimento econômico e material, para que este não resulte em agressão ao meio ambiente. Se os recursos naturais forem usados de forma inteligente, eles se manterão para as gerações futuras. Com base nestes preceitos, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.

Entre as inúmeras definições de sustentabilidade existentes, encontramos uma que pode servir ao nosso propósito: a sustentabilidade de consumo*, que significa: "um conjunto de práticas relacionadas à aquisição de produtos e serviços que visam a diminuir ou, até mesmo, eliminar os impactos ao meio ambiente. São atitudes positivas que preservam os recursos naturais, mantendo o equilíbrio ecológico em nosso planeta. Estas práticas estão relacionadas à diminuição da poluição, ao incentivo à reciclagem, ao consumo consciente, à economia de recursos (água, petróleo, eletricidade e gás, por exemplo) e à eliminação do desperdício, entre outras ações".
*Ignacy Sacha. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de janeiro: Garamond, 2000 in Informativo Sustentabilidade nº 60. MC Consultoria.

Entre as principais práticas de consumo sustentável que podemos adotar em nosso dia a dia, estão:

- Fazer a reciclagem de lixo, separando materiais, como plástico, metais e papéis;
- Diminuir o consumo de energia, tomando banhos rápidos, desligando luzes de cômodos em que não há pessoas, optando por aparelhos de baixo consumo de energia, entre outras atitudes;
- Levar sacolas ecológicas ao supermercado, para não precisar das sacolas plásticas oferecidas pelo mesmo;
- Descobrir práticas para tornar possível economizar água da descarga do vaso sanitário;
- Utilizar práticas de economia de água ao escovar os dentes, fazer a barba, lavar a louça, entre outras ações;
- Trocar o transporte individual por coletivo ou bicicleta;
- Não descartar óleo de frituras na pia da cozinha;
- Colocar, no prato, somente os alimentos que serão consumidos, não deixando sobras que irão para o lixo;
- Guardar as sobras das panelas para serem reaproveitadas  no dia seguinte, desde que estejam em condições de consumo; 
- Usar lâmpadas eletrônicas ou LED, pois consomem menos energia elétrica do que as incandescentes, entre outras.


A economia ou o desperdício que produzimos com nossas ações, no dia-a-dia, em relação ao meio ambiente, pode fazer a diferença entre obter resultado negativo ou positivo em nossas contas no final do mês.

Como assim? 
Eu apresento um exemplo explicativo.

Se uma pessoa desperdiça alimentos, devido ao hábito de deixar sobras no prato após terminar as refeições, estará prejudicando o meio ambiente por meio de 3 mecanismos:

1-    Estará gastando dinheiro com a parte não consumida, ou seja, com a porção jogada fora;
2-    Estará prejudicando o meio ambiente devido ao sacrifício ambiental dispensado para produzir tais alimentos (esgotamento do solo, consumo de água, consumo de nutrientes e energia);
3-    As sobras que vão para o lixo exigem outro sacrifício ambiental para sua destinação em aterros ou incineração.

Desse modo, o mais lógico e responsável para com a sociedade e o meio ambiente é não deixar alimentos no prato, assim como, não desperdiçar as sobras que ficam nas panelas, que poderão ser reaproveitadas, caso estejam em condições sanitárias adequadas.

Vamos passar, agora, a analisar questões relacionadas ao consumo de energia elétrica. Quanto uma pessoa consome de energia elétrica por dia? Existe desperdício devido a hábitos inadequados? Podemos afirmar que sim.
Normalmente, as pessoas deixam vários cômodos de uma casa, inclusive os vazios, com a luz acesa ou com aparelhos ligados. Altere este hábito e você verá a diferença na conta de energia elétrica.  Não faz sentido deixar aparelho ligado em cômodo onde não há ninguém. Você concorda comigo?

E o consumo de água durante o banho? Banhos demorados podem fazer um estrago na conta de energia elétrica, além de ser um costume contrário aos bons hábitos sustentáveis, devido ao desperdício de água. Fazer a barba, escovar os dentes e lavar a louça são outras atividades que geram desperdícios, pois as pessoas, nem sempre, conseguem controlar, adequadamente, o uso da água. 

Em uma pesquisa recente, verificou-se que o chuveiro responde por 45% do valor das contas de energia elétrica. Observe, então, que o uso do chuveiro responde a quase metade do valor  de sua conta de eletricidade no mês e que existem possibilidades reais de redução desta conta, como o uso chuveiro a gás, redução no tempo do banho, entre outras coisas atitudes.

Aprender a usar os recursos (água, alimentos e energia elétrica e gás) são alternativas de economia sustentável. Devemos nos lembrar: sacrifício para produzir gera perda ambiental!!!!


*************************Fim da 2ª parte********************** 

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